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Blocos estruturais de concreto são três vezes mais preferidos aos cerâmicos, diz pesquisa

12 agosto 2013

OS MAIS EMPREGADOS

Blocos estruturais de concreto são três vezes mais preferidos aos cerâmicos, diz pesquisa

 

Uma pesquisa realizada junto a quatro mil construtoras brasileiras pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) em parceria com a E8 Inteligência revelou que blocos estruturais de concreto são três vezes mais preferidos que os cerâmicos, tanto para aplicação residencial como comercial.

Em relação à altura máxima da edificação, a tecnologia da alvenaria estrutural em blocos de concreto tem permitido levantar torres de 15 a 20 andares. É recomendável fazer um estudo de viabilidade econômica do sistema, pois as tensões de compressão chegam a triplicar na base da estrutura em resposta à ação dos ventos, aumentando os custos de grauteamento dos blocos.

“Quanto maior o número de pavimentos, blocos mais resistentes serão necessários nos níveis inferiores, e maior será o número de pontos a grautear, com maior volume de aço empregado. Por outro lado, o processo de grauteamento é mais lento do que a elevação da alvenaria, o que pode aumentar o tempo de execução, e impactar sobre custos fixos”, justifica Michelli Silvestre, engenheira da área de edificações da ABCP.

Projetos para edifícios mais altos devem contar ainda com custos maiores de logística, em função da demanda por equipamentos como grandes máquinas que içam o material até os pavimentos elevados. Já se a execução estiver sendo feita em concreto armado, ele poderá ser bombeado, e esta solução poderá ser mais barata, dependendo do projeto – ainda que próprio aço também precise ser içado nos dois casos.

“O projeto arquitetônico é fundamental para o sucesso da construção. As paredes devem estar sempre alinhadas para que a distribuição de cargas seja uniforme. Também é importante considerar a densidade das paredes estruturais por metro quadrado de pavimento”, afirma Silvestre.

O concreto utilizado na fabricação do bloco estrutural possui um módulo de elasticidade similar ao da junta de argamassa, aproximando a resistência da alvenaria à do bloco. Além disso, a geometria dos blocos de concreto (formato, formato dos furos e espessura de suas faces) melhora sua resistência à compressão (fbk).

Os tipos de blocos a serem usados são definidos no projeto estrutural. Segundo a ABNT NBR 6.136/2006 (norma em processo de revisão), esses blocos são classificados em A (fbk > 6 MPa), B (fbk > 4 MPa) e C (fbk > 3 MPa). De acordo com Michelli, estudos recomendam que os blocos C sejam empregados conforme as designações M 10 (edifícios de, no máximo, um pavimento), M 12,5 (máximo de dois pavimentos), M 15 e M 20 (mais que dois pavimentos).